Posts Tagged ‘são josé dos campos’

Extração de areia foi tema de audiência pública. De novo!

14/09/2011

Mais uma vez o assunto foi ressucitado pela Câmara Municial de São José dos Campos – SP e põe em risco o Rio Paraíba do Sul

A audiência começou com a fala dos interessados na mudança da lei, para permitir a atividade no município.

O primeiro expositor, um engenheiro, disse que a mineração na cidade é um mal necessário.

Ao contrário do que dizem, nós não somos radicais nem xiitas. Tanto que concordamos em parte com o que disse o engenheiro. De fato, a coisa toda é mesmo um mal. Essa é a parte que a gente concorda.

Com o resto, não.

As cavas de areia são nocivas e, absolutamente, não são necessárias, a não ser para as empresas que querem explorá-las economicamente, independentemente dos estragos que vão causar.

Os buracos que ficam para a eternidade são assim, como este em Jacareí, também às margens do Rio Paraíba:

Foto: Thiago Leon - jornal "O Vale" (www.ovale.com.br)

Foto: Thiago Leon - jornal "O Vale" (www.ovale.com.br)

Pelo tamanho do buraco, já dá para perceber que a área é irrecuperável. Nem que a gente comece a jogar corruptos ali – acompanhados de algumas ONG’s – vai dar para tampar…

De nossa parte, nós continuamos com a mesma posição que tinhámos há mais de um ano, quando o assunto foi desenterrado. Não vamos discutir nada até que alguém traga um fato novo ou mostre uma cava que foi efetivamente recuperda.

A Ação Eco Socialista fez duas intervenções,  através das combativas e maravilhosas Clarinha e Angélica. Tivemos também o prazer de ter ao nosso lado alguns companheiros e companheiras do movimento O.J.E. – Organização de Jovens e Estudantes, que lutam contra o obsceno aumento que os vereadores deram nos próprios salários, entre outras coisas.

Aliás, a união desses dois movimentos só podia dar certo, como deu. Dá uma olhada no que aconteceu durante a fala da Angélica:

A luta continua

Pelo que a gente viu na audiência, saímos com a impressão de que, pelo menos por enquanto, os vereadores não vão ter coragem de mudar a lei. Muita gente se manifestou contra, incluindo a própria prefeitura, mas os interessados parecem dispostos a insistir nesse  absurdo.

Na audiência, eles recuaram e nem chegaram a se manifestar. Mas certamente eles voltarão. Dá para sentir isso nesse vídeo. Repare no tom sombrio do cara do sindicato patronal dos mineradores:

Podem vir. Estamos preparados!

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Prefeitura inicia desocupação do Banhado

07/11/2010

A prefeitura de São José dos Campos anunciou a remoção de 50 das 400 famílias da comunidade Jardim Nova Esperança.

O Banhado é a última e mais importante área urbana protegida da cidade e, ao contrário do que a prefeitura apregoa, a comunidade é a maior responsável pela conservação da área até hoje.

Filme denúncia

Há alguns meses, a Ação Eco Socialista  lançou oficialmente o filme “O Banhado e Sua Gente”, denunciando os verdadeiros motivos da desocupação.

Preparamos uma edição condensada no youtube, mas o dvd original de cerca de 16 minutos pode ser adquirido diretamente aqui por R$ 5,00 mais o custo de postagem.

É importantíssimo assistir e divulgar o filme:

Defensoria Pública

De acordo com o defensor público que está promovendo ações judiciais em defesa dos moradores, Dr. Jairo Salvador de Souza, que esteve no lançamento do nosso filme, a desocupação vai mexer profundamente com a vida das pessoas: A dotação de melhores condições de moradias dignas é louvável, mas eu discordo do método. O reassentamento vai mexer com a vida das pessoas que vivem da economia do centro e do plantio de hortaliças. A prefeitura não pode apenas transferir problemas de um lugar para o outro. Essa remoção deve ser discutida com a comunidade. As famílias não podem ser removidas como lixo.

Além de divulgar as denúncias, você pode ajudar as 400 famílias daquela comunidade escrevendo para a Prefeitura de São José dos Campos, pedidndo para desistirem da remoção dos moradores do Banhado.

Não é mais um filme ecológico…

18/08/2010

AES lança filme sobre o Banhado, em São José dos Campos, e a comunidade do Jardim Nova Esperança.

Banhado em 1974 - Foto: Jairo Rodrigues

Banhado em 1974 - Foto: Jairo Rodrigues

Nosso movimento produziu e dirigiu um documentário sobre a última e mais importante área protegida da zona urbana de São José dos Campos e sobre os ataques que a população ali residente vem sofrendo da prefeitura e da indústria da construção civil.

Querem remover as 400 famílias do local, sob a alegação de que estariam degradando o meio ambiente.

Nosso filme mostra que isso é mentira e expõe os verdadeiros motivos.

Após a exibição do filme, haverá um debate, com a participação de todos garantida!

O evento tem o apoio da APEOESP (Sindicato dos Professores) – Subsede de São José dos Campos.

DATA E LOCAL

21.08.2010 – 16:00 – Salão do Sindicato dos Metalúrgicos – Rua Maurício Diamante, 65 – Centro – São José dos Campos

Uma cidade e seu cocô

30/12/2009

Programa de televisão mostrou só uma parte pequena do problema do tratamento de esgoto em São José dos Campos

O vídeo a seguir é um trecho do porgrama “CQC”, da TV Bandeirantes, exibido no dia 13 de julho de 2.009. Assista com atenção:

Deu para reparar que a reportagem concentrou todo o problema do esgoto da cidade na construção da estação de tratamento pela Sabesp.

De fato, é assustadora a quantidade de dejetos que são despejados no Rio Paraíba e, quando e se a estação vier a funcionar, isso não vai mais acontecer.

Porém, o que a gente não sabe é por que o “CQC” não disse nada sobre as razões pelas quais esse volume absurdo de excrementos chega até lá.

Esperamos até o final do ano para ver se alguém iria mencionar o óbvio. Como ninguém disse nada, vamos demonstrar porque essa merda toda tomou conta da cidade.

Como exemplo, vamos considerar o Córrego do Vidoca, citado na reportagem do “CQC”. Em um trecho de menos de 1 km, ele recebe uma quantidade muito grande de esgoto.

Dá só uma olhada:

trecho em que o Vidoca passa entre a Vila Ema e o Jardim Aquárius...

trecho em que o Vidoca passa entre a Vila Ema e o Jardim Aquárius...

aí já ...aí já recebe toda a carga vinda do Córrego Senhorinha e dos prédios acima...

...aí já recebe toda a carga vinda do Córrego Senhorinha e dos prédios acima...

...passa por prédios novos...

...passa por prédios novos...

...imagine todos os moradores desses prédios fazendo cocô...

...imagine todos os moradores desses prédios fazendo cocô...

...por isso o cheiro...

...por isso o cheiro...

...literalmente, um riozinho de merda!

...literalmente, um riozinho de merda!

Então, o problema não é só da Sabesp, mas da Prefeitura, que autorizou a construção de mais prédios do que a cidade pode suportar.

Durante as audiências públicas sobre a nova lei do zoneamento, a gente questionou isso, mas os técnicos da secretaria de planejamento disseram simplesmente que deram os alvarás para todas essas construções porque a lei atual  permite.

Mas poderiam ter exigido os estudos de capacidade e impacto, não poderiam?

E por que o “CQC” poupou a prefeitura?

Expansão Imobiliária em São José dos Campos

24/07/2009

Colaboração: Susana Beatriz Arruda*

O fenômeno não é exclusivo dessa cidade e, onde quer que ocorra, sempre deixa sem respostas satisfatórias as dúvidas sobre a qualidade de vida da população.

Horizonte em São José dos Campos

Horizonte em São José dos Campos

O que o crescimento desenfreado e a expansão imobiliária nos trarão no futuro?

Nós perguntamos… Se moramos entre duas serras, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar… Se moramos em um vale (o do Paraíba)… Por que é que a prefeitura está permitindo a construção de tantos prédios?

Se, de acordo com estudos ambientais divulgados por professores do CEPHAS, não poderiam ter sido construídos nem mesmo os prédios da atual Avenida Andrômeda, como é que a zona oeste da cidade está se “desenvolvendo” tão rapidamente?

Qual o futuro de São josé dos Campos, sabendo que vivemos um momento de crise econômica, a qual se deu exatamente com a quebra do setor imobiliário dos EUA, que por sua vez desencadeou a falência de vários bancos no segundo semestre de 2008 e, por consequência, fez com que a busca da manutenção das taxas de lucros provocassem ainda uma maior exploração da classe trabalhadora?

Horizonte em São José dos Campos II

Horizonte em São José dos Campos II

Quais as consequências ambientais e sociais de um crescimento desenfreado e sem maiores estudos em uma cidade onde, a cada dia que passa, mais e mais trabalhadores perdem seus empregos?

É simples e previsível. Por exemplo, qualquer pessoa que vai até o Jardim das Colinas sente um fedor de esgoto exatamente como o do Rio Tietê, em São Paulo.

Entre outros efeitos, isso acontece porque a prefeitura não planejou quantos litros de água e quantos kw de energia a cidade passará a consumir.

Quanto de esgoto será produzido por dia?

E durante o período de chuvas no Vale, para onde será mandado todo o lixo?

Como não temer inundações e mais degradações em uma cidade que sofre com desemprego, falta de moradia e falta de estudos ambientais?

Como pode um trabalhador ser responsabilizado pela contaminação do lençol freático se a prefeitura não está utilizando o dinheiro dos impostos para as melhorias necessárias?

São José dos Campos - Condomínio Sunset Park - Jd. Aquárius - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Péssimo projeto urbanístico

São José dos Campos - Condomínio Sunset Park - Jd. Aquárius - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Péssimo projeto urbanístico

São José dos Campos - Ocupação do Pinheirinho - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Excelente projeto urbanístico

São José dos Campos - Ocupação do Pinheirinho - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Excelente projeto urbanístico

Como, diante de tantas falhas, a população sofrerá com o desequilíbrio ambiental instalado na região?

Qual é a alternativa para a cidade e para o Vale do Paraíba?

Como será atingido o corredor ecológico entre o Vale, o Banhado e o distrito de São Francisco Xavier?

Até onde isso vai dar?

Teremos que esperar para ver as consequências ou isso pode ser mudado agora?

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*Susana Beatriz Arruda é moradora de São José dos Campos-SP, estudante, teleoperadora de call center e militante da Ação Eco Socialista.

Atividade no Banhado

27/03/2009

Companheiros da AES fizeram ontem uma atividade com o pessoal do Jardim Nova Esperança, em São José dos Campos.

O “Banhado” é uma área bem no centro da cidade, antiga várzea do Rio Paraíba, muito rica em recursos naturais, como água, terra boa e ar puro.

Além disso, é sem dúvida o lugar mais bonito da região  e aparece em quase todos os cartões postais de São José dos Campos. 

Lá vivem cerca de 400 famílias, no bairro chamado “Jardim Nova Esperança”, comunidade que está no local há mais de 70 anos.

Galera atenta aos vídeos - Foto: Jéssica

Galera atenta aos vídeos - Foto: Jéssica

Pobre tem que morar em lugar feio e longe

Como não poderia deixar de ser, demorou, mas o avanço capitalista chegou ali, na forma da especulação imobiliária. Por causa das condições naturais e por estar no centro da cidade, perto de tudo, um terreno pode valer uma fortuna e já há anúncios de lançamento de edifícios de luxo, com apelo para o “maravilhoso por-do-sol no Banhado”.

E a prefeitura já mostrou de que lado está.

Além de não implementar nenhum serviço público importante, como saneamento, ainda tenta retirar o pessoal de lá, para construir uma avenida. A propósito, esgoto lá é só o que é jogado dos prédios do centro para cima da comunidade. Até isso eles aguentam.

Com a desculpa de irregularidade nos lotes e construções e ainda de agressão ambiental, pretende remover as famílas para longe do centro, fora da vista dos futuros moradores dos prédios chiques. Provavelmente, eles serão encaminhados para casas capengas da CDHU, as quais ficarão pagando durante uns 25 anos.

Tem muitos detalhes e a gente promete ir contando aos poucos.

A atividade  da AES foi bem recebida

O importante é que os moradores não querem sair e não aceitam a acusação de que estariam agredindo o meio ambiente, mesmo porque, estão lá há quase um século e o Banhado está do mesmo jeito.

Essa disposição de resistência e luta é a mesma de várias comunidades espalhadas pelo mundo, especialmente na América Latina, também vítimas do mesmo inimigo: A expansão capitalista e a busca do lucro, independente do mal que possa causar às pessoas, seus sonhos e suas vidas.

Filme sobre São Luiz do Paraitinga emocionou. Foto: Jéssica

Filme sobre São Luiz do Paraitinga emocionou. Foto: Jéssica

Por isso que a gente escolheu, para começar, a atividade chamada “O capital e a natureza na América Latina”, com vídeos mostrando não só as lutas das comunidades, mas também que a união de todas elas torna mais fácil  combater o inimigo comum.

É isso que a gente faz. Entre outras coisas.