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Poluição e Saúde II

24/09/2011

Entidades organizam nova atividade com a população, para discutir o tema e encaminhar ações.

Devido ao sucesso da palestra do Dr. Paulo Saldiva (médico, professor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e referência mundial nos estudos dos efeitos da poluição atmosférica na saúde), o Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos, a Saviver – Sociedade Amigos da Vista Verde e a Ação Eco Socialista decidiram exibir o vídeo da palestra, na íntegra, para quem perdeu.

Depois da exibição, haverá um debate sobre as ações que a população deverá tomar, para melhoria das condições locais de saúde, especialmente nos bairos da zona leste de São José dos Campos.

Não perca!

Data e Local

ATENÇÃO: O EVENTO FOI SUSPENSO AGUARDEM NOVA DATA – SINDIPETRO Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos – Rua das Azaléas, 57- Jardim Motorama – São José dos Campos – SP

Saviver consegue importante vitória

Em audiencia no último dia 14/09, no Ministério Público, a promotora de Justiça Dra.Renata Bertoni Vita, com presença dos representantes da REVAP, após acatar representação feita pela SAVIVER (Sociedade Amigos da Vista Verde) em Maio/2011, determinou um Termo de Ajustamento de Conduta para a realização das medidas necessárias à solução da emissão do mau cheiro, a partir daquela data, estabelecendo um prazo de 45 dias para apresentação de um projeto com cronograma respectivo

Na defesa que a REVAP havia apresentado no processo, segundo relato da promotora, a empresa se colocou como sendo “provavel” a solução do problema. E os moradores que sofrem há anos não aceitam a condição de “provável” solução, mas sim de medidas concretas,objetivas e que eliminem de vez o mau cheiro .

Outro ponto que pesou bastante na decisão de exigir medidas mais competentes da REVAP, foi o fato de que a CETESB, avocada também neste processo, informou ao Ministério Público que “nestes ultimos 10 meses, a REVAP vem apresentando condição crônica de incômodos ao bem estar público aos moradores locais, principalmente dos bairros Vista Verde e Jardim Diamante, por conta de irregularidades operacionais de algumas de suas unidades.”

Vale ressaltar que, nestes ultimos 10 meses, a REVAP foi autuada 9 vezes pela CETESB, entre Multas e Advertencias. É praticamente um recorde, este ano, em relação a todas as outras refinarias da Petrobrás. A SAVIVER não luta por mais multas mas sim pela solução total do problema.

E com isto tudo se avançou mais uma etapa junto ao Ministério Público e continuamos a acreditar nas autoridades da Justiça porque elas por certo serão decisivas para  resolver em definitivo esta vergonhosa situação que sofrem todos os moradores dos bairros do entorno da Refinaria. Esta será uma grande vitória para o Meio Ambiente, para a SAVIVER e sobretudo para a saúde de todos os moradores do entorno. Na realidade, tudo isto visa a melhoria de qualidade do ar que respiramos, um direito mínimo para nossas vidas.

Fonte: Saviver

Carta aberta dos petroleiros à população: Os indicadores de saúde pública e a indústria do petróleo

As condições de saúde dos moradores da zona leste de São José dos Campos são afetadas pelas atividades da Revap (Refinaria Henrique Lage). A incidência de câncer é maior nas áreas de produção de derivados de petróleo e onde tem maior concentração de transito. A informação é do especialista em saúde pública, Dr. Paulo Saldiva, do Hospital das Clínicas de São Paulo, que realizou palestra no Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos em agosto.

A empresa deve tratar bem seus empregados e os moradores do em torno.  

Segundo Dr. Paulo, “os indicadores de saúde atuais no Brasil melhoraram, mas o desenvolvimento tecnológico não trouxe melhorias no controle da poluição. Hoje, quatro mil pessoas morrem por causa da poluição em São Paulo por ano. Isso é mais do que mata a AIDS”.

Ele afirmou que os riscos de se viver em cidades, principalmente as grandes cidades, está ligado à poluição do ar, áreas de calor, risco de deslizamento, tráfego altamente poluente. Parte dos problemas ambientais das grandes cidades passa pela indústria do petróleo.

Nós denunciamos em várias ocasiões e continuamos denunciando a política da Petrobras que privilegia o lucro em função dos riscos. Essa política reduz o número de empregados nas refinarias e impõe uma série de fatores, como: maior risco operacional, falta de controle da emissão de poluentes, manutenção reduzida e terceirizada, pressão e falta de melhores condições de trabalho provocando stress . Cada risco deste pode aumentar os danos para os trabalhadores da refinaria e para a população do entorno.

Danos existem e não há como negar. “A energia engarrafada (oriunda do petróleo) provoca danos até que ponto no entorno? As crianças vão ter prejuízo no desenvolvimento pulmonar, pode haver incidência de câncer pouco maior, grávidas podem perder o bebê”, diz o Dr. Saldiva.

Por isso, toda a discussão que fazemos sobre as atividades da Petrobras ainda é pouco para garantir a saúde de quem gera a riqueza da empresa e de quem vive, principalmente, na zona leste.

Nós temos que juntar forças, trabalhadores e moradores, para exigir da empresa maior controle na produção e contratação de mais funcionários para operar com segurança a refinaria e diminuir a margem de risco das atividades da empresa. A saúde de todos nós está em jogo e, por isso, está é uma luta conjunta!

Fonte: Sindipetro

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Palestra: “Poluição e Saúde”

13/08/2011

Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Ação Eco Socialista convidam para palestra com especialista no assunto, o Professor Paulo Saldiva, da FMUSP. Imperdível!

Cerca de 4.000 pessoas morrem por ano na cidade de São Paulo em consequência de problemas causados pela poluição do ar. Nós, que moramos em São José dos Campos, também estamos sujeitos aos mesmos efeitos, principalmente aqueles que trabalham e vivem mais próximos dessas fontes poluidoras. As empresas e os governos tentam esconder essa realidade da população, não informando e amenizando a gravidade da situação.

Temos que lutar pela melhoria das condições de trabalho, saúde e vida em nossa cidade e, antes de tudo, é fundamental que tenhamos pleno conhecimento dos riscos que corremos ao trabalhar e viver dentro ou no entorno das maiores fontes poluidoras.

Para isso, convidamos um dos maiores especialistas na área, o Dr. PAULO SALDIVA, médico patologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, para nos colocar a par da realidade e apontar alguns caminhos para buscarmos as melhores soluções.

Participe da palestra do Dr. SALDIVA. Venha  saber porque “a poluição mata mais do que a AIDS”.

Data e Local

19.08.2011 – 18:30 horas – SINDIPETRO Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos – Rua das Azaléas, 57- Jardim Motorama – São José dos Campos – SP

Apoio

Estas são as entidades que apoiam a atividade realizada pelo Sindipetro: Ação Eco Socialista – CSP Conlutas – ADMAP – Sintect-VP – SAVIVER Vista Verde – Sindicato dos Metalúrgicos de SJCampos – Oposição Alternativa  APEOESP – PSTU – PSOL.

Uma cidade e seu cocô

30/12/2009

Programa de televisão mostrou só uma parte pequena do problema do tratamento de esgoto em São José dos Campos

O vídeo a seguir é um trecho do porgrama “CQC”, da TV Bandeirantes, exibido no dia 13 de julho de 2.009. Assista com atenção:

Deu para reparar que a reportagem concentrou todo o problema do esgoto da cidade na construção da estação de tratamento pela Sabesp.

De fato, é assustadora a quantidade de dejetos que são despejados no Rio Paraíba e, quando e se a estação vier a funcionar, isso não vai mais acontecer.

Porém, o que a gente não sabe é por que o “CQC” não disse nada sobre as razões pelas quais esse volume absurdo de excrementos chega até lá.

Esperamos até o final do ano para ver se alguém iria mencionar o óbvio. Como ninguém disse nada, vamos demonstrar porque essa merda toda tomou conta da cidade.

Como exemplo, vamos considerar o Córrego do Vidoca, citado na reportagem do “CQC”. Em um trecho de menos de 1 km, ele recebe uma quantidade muito grande de esgoto.

Dá só uma olhada:

trecho em que o Vidoca passa entre a Vila Ema e o Jardim Aquárius...

trecho em que o Vidoca passa entre a Vila Ema e o Jardim Aquárius...

aí já ...aí já recebe toda a carga vinda do Córrego Senhorinha e dos prédios acima...

...aí já recebe toda a carga vinda do Córrego Senhorinha e dos prédios acima...

...passa por prédios novos...

...passa por prédios novos...

...imagine todos os moradores desses prédios fazendo cocô...

...imagine todos os moradores desses prédios fazendo cocô...

...por isso o cheiro...

...por isso o cheiro...

...literalmente, um riozinho de merda!

...literalmente, um riozinho de merda!

Então, o problema não é só da Sabesp, mas da Prefeitura, que autorizou a construção de mais prédios do que a cidade pode suportar.

Durante as audiências públicas sobre a nova lei do zoneamento, a gente questionou isso, mas os técnicos da secretaria de planejamento disseram simplesmente que deram os alvarás para todas essas construções porque a lei atual  permite.

Mas poderiam ter exigido os estudos de capacidade e impacto, não poderiam?

E por que o “CQC” poupou a prefeitura?

Copenhague: COP 15 fracassa

27/12/2009

Delegações presentes na Conferência Climática de Copenhague não apresentam planos contra aquecimento global

Fonte: ELAC

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) aconteceu em Copenhague até o dia 18 de dezembro. Delegações de 192 países estavam reunidas para discutir sobre aquecimento global e deliberar de forma consensual um documento que garanta o comprometimento dos países envolvidos em reduzir a emissão de gases nocivos ao planeta.

Na prática, deveria ser um encontro para definir a melhoria das condições climáticas do planeta, porém, o que predominou foram os interesses imperialistas das grandes potências.

Os maiores poluidores, entre eles os Estados Unidos, rejeitaram ampliar o corte de emissões proposto no encontro. A administração de Barack Obama disse que se compromete a cortar emissões de carbono em 17% até 2020, o que representa apenas 3% em relação a 1990. Junto com a China, os EUA são responsáveis por 40% das emissões de carbono mundial. Estes são os países que se abstém em aprovar um pacote climático, previsto para 2010.

A  África, o continente mais afetado pelo aquecimento global, apesar de contribuir com menos de 4% às emissões de gases de efeito estufa de todo o planeta, se retirou em certo momento das negociações. Seus governantes tinham como objetivo pressionar por um acordo ambicioso com validade legal que realmente implemente iniciativas contra o aquecimento.

O Protocolo de Kioto, que já era ineficiente, corre o risco de deixar de existir, e ser substituído por um acordo pior. O encontro climático foi um fiasco, como aliás já estava previsto.

Discurso e práticas diferentes

O presidente Lula embarcou na terça-feira (15) para Copenhague com o discurso populista de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% até 2020. Mas, apesar do discurso, no Brasil a realidade é outra. A Amazônia encontra-se cada vez mais devastada, os medidores de qualidade do ar das grandes metrópoles, como São Paulo, mostram uma realidade estampada: qualidade do ar ruim e um Brasil que deixa muito a desejar neste sentido.

No início de dezembro, por exemplo, o governo federal prorrogou a entrada em vigor do decreto 6514, que regulamentava, após 44 anos, as punições previstas para crimes ambientais pelo Código Florestal Brasileiro. Como se não bastasse o adiamento, o presidente ainda concedeu uma anistia para todos os fazendeiros que desmataram ilegalmente até hoje. Para ser anistiado, basta o fazendeiro dizer onde deveria estar sua reserva legal, reconhecer que desmatou além da conta e prometer que vai recuperá-la num prazo de 30 anos. Assim, desaparecem as multas relacionadas a crimes ambientais. Calcula-se que a anistia significará a renúncia de R$ 10 bilhões que deixarão de ir para os cofres públicos.“Quem desmatou leva o perdão à vista, enquanto pode pagar o que deve ao país a prazo”, afirma um comunicado do Greenpeace sobre a medida.

Logo depois, o deputado Marcos Montes (DEM-MG), membro da bancada da motosserra na Câmara, tentou colocar em votação na Comissão de Meio Ambiente o projeto de lei 6424, chamado de Floresta Zero. O projeto, que conta com o apoio nada velado do Ministério da Agricultura, flexibiliza o Código Florestal e contribui para aumentar o desmatamento no país.

Repressão às manifestações

Diante disso, cerca de 100 mil manifestantes de todo mundo foram às ruas de Copenhague protestar contra a intransigência dos países ricos e contra este encontro que mostrou  ser uma grande farsa. Mais de 500 organizações, de 67 países, participaram dos protestos e cobraram resultados. Mais de 900 pessoas foram presas.

Um esboço de um acordo internacional apresentado na terça-feira (15), em Copenhague não contém nenhuma menção a metas de cortes de emissões de gás carbônico, o que indica que as mudanças não aconteceram ou tendem a ser piores do que as anteriores. Isto já era de se esperar, uma vez que não faz parte dos planos do capitalismo evitar um colapso ambiental se isto implicar na revisão de seu sistema de produção e lucros.

O máximo que a conferência poderia produzir é um acordo de intenções e oportunidades de negócios através da criação de um novo derivativo, baseado na compra e venda do direito de poluir. Os chamados créditos de carbono movimentam hoje 120 bilhões de dólares e estão se tornando uma oportunidade para especuladores ganharem muito dinheiro enquanto o planeta agoniza.

Redação Conlutas

Com informações de G1, UOL e PSTU

Dia mundial sem carro

30/09/2009

Apesar das boas intenções dos participantes, a ação inverte a responsabilidade pela poluição atmosférica e o aquecimento global

Trata-se, na origem, de um protesto contra a “dominação do automóvel” e uma forma de conscientização para os problemas ambientais causados pelo seu uso exagerado. Consiste em você deixar seu carro em casa e usar outro meio de transporte, de preferência um não poluente, como a bicicleta, ou andar a pé mesmo.

O movimento é mundial e o dia escolhido é 22 de setembro.

Se a gente pensar um pouco, a coisa perde o sentido.

É que, durante o ano inteiro, tudo leva as pessoas a comprarem carro. O transporte público está cada vez pior e mais caro. Uma passagem de ônibus custa, por exemplo, na cidade de São José dos Campos, R$ 2,50. Um litro de gasolina, R$ 2,40 em média. Para uma família de quatro pessoas, sai mais barato gastar o litro de gasolina para ir e voltar para casa do que as passagens de ônibus.

Então, é melhor, mais rápido e mais barato ter carro, nem que seja um Chevettinho 78 básico, com uma porta amarrada com arame.

Além desse proposital sucateamento do transporte público, temos também a propaganda pesada. A mensagem fica passando tempo todo: compre carro compre carro compre carro compre carro compre carro compre carro compre carro compre carro e compre carro. Não tem dinheiro? Financia… Mas compre carro compre carro compre carro e compre carro.

E governos dão bilhões a montadoras, para que mais carros sejam produzidos e a gente seja obrigado a comprá-los.

E depois que você compra o diabo do carro vem alguém e diz: “Não use carro!”. E põe a culpa em você pelo ar poluído e pelo aquecimento global. 

Isso é uma coisa hipócrita. Por a culpa na vítima. É o mesmo que acontece em alguns países islâmicos quando uma mulher é estuprada. Ela é que vai presa, por ter provocado o desejo no estuprador.

Portanto, nosso protesto é para que o transporte público seja eficiente, barato e utilize energia renovável. É possível. E para que parem de fabricar mais carros do que o mundo precisa. Só para começar.

Nós não precisamos tanto assim de carro . O sistema precisa.