Posts Tagged ‘ecologia’

Uma pausa na luta

31/08/2010

Sarau em São Francisco Xavier reuniu militantes e amigos da AES, para algumas horas de merecida descontração.

Ficamos muito felizes com o Sarau Eco Socialista. O tempo estava perfeito, nem frio, nem calor e sem chuva. E o lugar, a Ilha São Francisco, é mesmo muito aconchegante e bem agradável.

Então, junte-se a tudo isso um punhado de militantes da Ação Eco Socialista e seus amigos, e temos um delicioso sábado.

Valeu muito! Gostaríamos de agradecer a todos que prestigiaram nosso encontro cultural, ao pessoal de São Francisco Xavier e em especial ao Edson, da “Ilha“, que gentilmente cedeu o espaço.

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Qual seria o interesse dos ambientalistas?

27/04/2010

O Deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da comissão que discute a flexibilização do Código Florestal, afirma que está intermediando um coflito de interesses.

O Código Florestal é uma das lei mais antigas do país e tem por objetivo proteger as florestas e outros recursos naturais importantes. É nele que encontramos as definições das Áreas de Preservação Permanente – “APP´s”, aquelas que, por causa de sua função no meio ambiente, devem permanecer intocadas pela ação humana. Por exemplo, as margens de rios, entornos de nascentes e topos de morro, entre outras.

Claro que o sistema capitalista, como a gente costuma dizer, tem que se expandir cada vez mais, para continuar a existir. Assim, cedo ou tarde, chegaria a hora de avançar sobre as APP’s, depois de devastar outras áreas não tão vitais.

Esse momento é agora. Quem quer implementar mudanças no Código Florestal são os capitalistas, através do lobby de suas empresas e de seus lacaios no governo.

Se, de um lado, está o sistema, sequioso para explorar economicamente as APP’s, do outro estão os ambientalistas, querendo que o Código Florestal fique exatamente do jeito que está.

Entrevista

O Deputado Aldo Rebelo, então, disse que há “muitos interesses em conflito”.

Na verdade, como vimos, só há dois interesses. Um, do sistema e seus agentes e outro, daqueles que querem proteger a natureza.

Aí fica a pergunta. Qual é o interesse em proteger a natureza?

A resposta pode parecer óbvia para quem tem bom senso e deseja sinceramente que os recursos naturais do planeta permaneçam acessíveis a todos, inclusive a quem não nasceu ainda.

Mas, pela lógica capitalista, quando se fala interesse, não há outro senão o econômico.

Latuff

Latuff

Maldição

Não há assim nenhum conflito de interesses, já que os ambientalistas não querem disputar uma fatia da natureza com os capitalistas, pois não a veem como mercadoria nem como uma coisa a ser explorada.

E isso nos leva a uma espécie de maldição que pesa sobre todos os ambientalistas no mundo todo, entre os quais nos incluímos. No final, não queremos salvar o planeta só para nós, mas para todos, até para o Aldo Rebelo. 

Saiba mais sobre a polêmica do Código Florestal

Leia aqui a entrevista do deputado e aqui a história como ela é.

Aproveita e dá uma força na campanha contra a flexibilização do Código Florestal.

1º de maio ecológico, popular e classista

04/05/2009

No Dia Internacional do Trabalhador, a AES participou do ato da Conlutas em São José dos Campos

E não poderia ser diferente.

A gente não se cansa de dizer que é muito mais fácil encontrar nossos militantes em portas de fábrica, lutando, por exemplo, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, que participando de caminhadas na beira do rio, abraçando árvore ou batendo palminha na selva.

Estamos juntos com todos os que querem derrubar o capitalismo, nosso inimigo comum. A luta é a mesma e, por isso, não poderíamos deixar de participar do ato em São José.

Concentração para o ato - Foto: Marcelo Rezende

Concentração para o ato - Foto: Marcelo Rezende

Organização de lutadores

Esse foi o primeiro ato público em que a AES participou oficialmente como movimento da Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas. A gente se juntou à Conlutas há mais ou menos um ano e até estivemos no I Congresso da entidade, em Betim -MG, em julho de 2008, com dois delegados. Mas esta foi a primeira vez que tivemos a honra de subir em cima do caminhão de som e dar nosso recado.

Decidimos nos juntar à Conlutas, porque é uma organização que não inclui apenas direções de sindicatos. Engloba também oposições sindicais e movimentos populares, como os de sem-terra, sem-teto e os ecológicos como o nosso. Reúne, portanto, todos aqueles que querem lutar por um mundo melhor.

Fortalecimento mútuo

Pessoal do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC dando apoio à Dona Dita

Pessoal do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC dando apoio à Dona Dita, de São Luiz do Paraitinga - Foto: Jéssica

Fica muito mais fácil enfrentar o sistema quando os diversos movimentos se unem e um apoia a luta do outro.

Na prática, isso fica também muito interessante.

Nesse 1º de maio, por exemplo, enquanto a gente, da AES, engrossava a campanha pela reestatização da Embraer, colhia assinaturas em favor da Dona Dita, de São Luiz do Paraitinga, para ajudá-la na ação que ela move contra a VCP e Monsanto.

Angélica, da AES, explica ao trabalhador o problema da monocultura do eucalipto e a luta do pessoal de São Luiz do Paraitinga - Foto: Jéssica

Angélica, da AES, explica ao trabalhador o problema da monocultura do eucalipto e a luta do pessoal de São Luiz do Paraitinga - Foto: Jéssica

Com isso, os metalúrgicos e os químicos de São José dos Campos,  o pessoal das indústrias da alimentação de Jacareí, os papeleiros aposentados, os professores da Oposição Alternativa da APEOESP,  os funcionários públicos da Oposição dos Servidores Municipais de SJC e os sem-teto da Ocupação do Pinheirinho, entre outros trabalhadores, não só tomaram conhecimento como passaram a apoiar a luta contra a monocultura do eucalipto.

Suzana faz o mesmo - Foto: Jéssica

Susana faz o mesmo - Foto: Jéssica

O apoio foi gigante! - Fotos e montagem: Marcelo Rezende

O apoio foi gigante! - Fotos e montagem: Marcelo Rezende

Nossos movimentos

Além de São Luiz do Paraitinga, pedimos uma força também para o pessoal do Jardim Nova Esperança, no Banhado, que esteve presente.

Sentimos falta da galera de São Francisco Xavier, que também sofre com a agressão a seus recursos naturais, provocada pelo corte de madeira na serra, mas não pode mandar nenhum representante. Uma pena.

De qualquer forma, eles sabem que podem contar com a gente e com todos os trabalhadores de todos os movimentos da Conlutas.

Flagrantes

Jéssica (AES), Nícia (PSTU), Soninha (Oposição dos Servidores SJC) e Clara (AES) - Foto: Denis

Jéssica (AES), Nícia (PSTU), Soninha (Oposição dos Servidores SJC) e Clara (AES) - Foto: Denis

Em cima, a partir da esq: Denis (AES), Renato (Jd. Nova Esperança - Banhado), Gláucia (Oposição Alternativa APEOESP), Angélica (AES) e Denis Dias (Estudantes Secundaristas); Abaixo; Clara (AES) e Douglas (AES) - Foto: Marcelo Rezende

Em cima, a partir da esq: Denis (AES), Renato (Jd. Nova Esperança - Banhado), Gláucia (Oposição Alternativa APEOESP), Angélica (AES) e Denis Dias (Estudantes Secundaristas); Abaixo; Clara (AES) e Douglas (AES) - Foto: Marcelo Rezende

Donizetti (Conlutas), no caminhão - Foto: Marcelo Rezende

Donizetti (Conlutas), no caminhão - Foto: Marcelo Rezende

Todo mundo ligado nas falas - Foto: Marcelo Rezende

Todo mundo ligado nas falas - Foto: Marcelo Rezende

 

Nossas camas estão queimando

13/03/2009

 

Lá longe onde o rio quebra
A (madeira) “blodwood” e o carvalho do deserto
Suportando destroços e diesel borbulhando
Se evaporam a 45 graus
A hora chegou
Para dizer que o que é certo é certo
Para pagar o aluguel
Para pagar nossa parte
A hora chegou
O que é certo é certo
Ela Pertence a eles
Vamos devolvê-la
Como podemos dançar quando nossa terra está girando
Como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando
Como podemos dançar quando nossa terra está girando
Como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando
A hora chegou para dizer que o que é certo é certo
Para pagar o aluguel, para pagar nossa parte.

(tração) Quatro por quatro assusta os cockatoos
De Kinote Leste até Yuendemu
Os desertos do oeste vivem e respiram
A 45 graus

A hora chegou
Para dizer que o que é certo é certo
Para pagar o aluguel
Para pagar nossa parte
A hora chegou
O certo é o certo
Ela pertence a eles
Vamos devolvê-la

Como podemos dançar quando nossa terra está girando
Como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando
Como podemos dançar quando nossa terra está girando
Como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando

A hora chegou para dizer que o que é certo é certo
Para pagar o aluguel, para pagar nossa parte.
A hora chegou, o que é certo é certo.
Ela pertence a eles, vamos devolvê-la.

Como podemos dançar quando nossa terra está girando
Como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando

Como podemos dançar quando nossa terra está girando
Como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando