Posts Tagged ‘crise econômica’

Curso sobre eucalipto vem na contramão

19/04/2010

Sindicato Rural de Monteiro Lobato-SP promoverá curso para formação de lavoura de eucaliptos.

Uma leitora e simpatizante da AES ficou perplexa quando passava pela cidade e deu de cara com esse cartaz:

É isso. Vão ensinar aos agricultores como começar a plantar eucalipto em suas terras, obviamente com fins econômicos.

É desnecessário a gente dizer que a discussão sobre a monocultura do eucalipto é coisa do passado. Debater se essa atividade é ou não nociva ao meio ambiente é como questionar se fumar faz mal à saúde.

Antigamente, discutia-se isso também!

Então, quem ainda não se convenceu, sugerimos dar uma olhada nos vídeos que a gente tem aqui mesmo, sobre a monoculturaalguns dos seus efeitos.  Também vale a pena saber porque a justiça está condicionando novos plantios à apresentação de EIA/RIMA.

Pensamento empresarial

Independente dos efeitos nefastos ao meio ambiente e à vida das pessoas, a monocultura do eucalipto é também ruim para aqueles que exploram essa atividade econômica.

As grandes empresas do setor costumavam comprar terras e mais terras, para expandir a área plantada. Aí descobriram que o efeito da monocultura é tão devastador que, depois de  uns três ou quatro cortes, a terra não serve para mais nada. Vira um terreno seco e sem vida. Para a empresa, um ativo morto, que não gera mais receita, só despesa com impostos e etc..

Por isso os gênios passaram a arrendar terras, em vez de comprá-las. E muita gente, atraída pela grana fácil, acaba cedendo. Só que, daqui a pouco, essas terras não vão dar nem formiga.

E, pelo que a gente sabe, esses pequenos agricultores que não faturam mais nada com suas terras por absoluta falta de uma política agrária no país e acabam se tornando presas fáceis para a grandes empresas são o público alvo de cursos como esse do Sindicato Rural de Monteiro Lobato.

E agora, quem vai dar a má notícia a eles?

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Expansão Imobiliária em São José dos Campos

24/07/2009

Colaboração: Susana Beatriz Arruda*

O fenômeno não é exclusivo dessa cidade e, onde quer que ocorra, sempre deixa sem respostas satisfatórias as dúvidas sobre a qualidade de vida da população.

Horizonte em São José dos Campos

Horizonte em São José dos Campos

O que o crescimento desenfreado e a expansão imobiliária nos trarão no futuro?

Nós perguntamos… Se moramos entre duas serras, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar… Se moramos em um vale (o do Paraíba)… Por que é que a prefeitura está permitindo a construção de tantos prédios?

Se, de acordo com estudos ambientais divulgados por professores do CEPHAS, não poderiam ter sido construídos nem mesmo os prédios da atual Avenida Andrômeda, como é que a zona oeste da cidade está se “desenvolvendo” tão rapidamente?

Qual o futuro de São josé dos Campos, sabendo que vivemos um momento de crise econômica, a qual se deu exatamente com a quebra do setor imobiliário dos EUA, que por sua vez desencadeou a falência de vários bancos no segundo semestre de 2008 e, por consequência, fez com que a busca da manutenção das taxas de lucros provocassem ainda uma maior exploração da classe trabalhadora?

Horizonte em São José dos Campos II

Horizonte em São José dos Campos II

Quais as consequências ambientais e sociais de um crescimento desenfreado e sem maiores estudos em uma cidade onde, a cada dia que passa, mais e mais trabalhadores perdem seus empregos?

É simples e previsível. Por exemplo, qualquer pessoa que vai até o Jardim das Colinas sente um fedor de esgoto exatamente como o do Rio Tietê, em São Paulo.

Entre outros efeitos, isso acontece porque a prefeitura não planejou quantos litros de água e quantos kw de energia a cidade passará a consumir.

Quanto de esgoto será produzido por dia?

E durante o período de chuvas no Vale, para onde será mandado todo o lixo?

Como não temer inundações e mais degradações em uma cidade que sofre com desemprego, falta de moradia e falta de estudos ambientais?

Como pode um trabalhador ser responsabilizado pela contaminação do lençol freático se a prefeitura não está utilizando o dinheiro dos impostos para as melhorias necessárias?

São José dos Campos - Condomínio Sunset Park - Jd. Aquárius - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Péssimo projeto urbanístico

São José dos Campos - Condomínio Sunset Park - Jd. Aquárius - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Péssimo projeto urbanístico

São José dos Campos - Ocupação do Pinheirinho - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Excelente projeto urbanístico

São José dos Campos - Ocupação do Pinheirinho - Reparem na distância entre as casas e a largura das ruas: Excelente projeto urbanístico

Como, diante de tantas falhas, a população sofrerá com o desequilíbrio ambiental instalado na região?

Qual é a alternativa para a cidade e para o Vale do Paraíba?

Como será atingido o corredor ecológico entre o Vale, o Banhado e o distrito de São Francisco Xavier?

Até onde isso vai dar?

Teremos que esperar para ver as consequências ou isso pode ser mudado agora?

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*Susana Beatriz Arruda é moradora de São José dos Campos-SP, estudante, teleoperadora de call center e militante da Ação Eco Socialista.

São Francisco Xavier está na luta

21/06/2009

Companheiros da AES estiveram no distrito na gélida noite de 18 de junho, para atividade na Escola Estadual Armando d’Oliveira Cobra.

Ao contrário do frio que fazia lá fora, dentro da sala de aula o clima estava ótimo. Foram duas apresentações, para os alunos do 2º e do 3º ano do ensino médio, que não pouparam nossos militantes de perguntas, o que fez com que o debate fosse ficando cada vez mais interessante.

Galera da EE Armando d'Oliveira Cobra - São Francisco Xavier

Galera da EE Armando d'Oliveira Cobra - São Francisco Xavier

Temas propostos

A atividade seguiu como programado, com a Angélica coordenando as palestras feitas pela Jéssica (monocultura do eucalipto em São Luiz do Paraitinga), Susana (exploração petroleira no Peru), Éverton (atuação da Petrobrás no Equador) e Douglas (Gripe Suína no México). E a Clara também estava lá ajudando na preparação e organização.

A idéia era mostrar que a causa de qualquer degradação sofrida por qualquer comunidade é sempre a expansão capitalista, sistema econômico que, para sobreviver, tem que continuar se expandindo e buscando maiores taxas de lucro.

Mas, para a alegria dos nossos companheiros, que adoram um bom debate político, os alunos foram muito além dos temas, mostrando que haviam compreendido bem as idéias e as propostas da AES para o meio ambiente e para um mundo melhor.

Foram também abordados, assim, assuntos como a crise econômica mundial, a reestatização da Embraer e a internacionalização da luta dos trabalhadores, entre outros.

Convite da AES

Atenção na palestra da Jéssica...

Atenção na palestra da Jéssica...

As apresentações foram muito boas e a receptividade de todos lá foi excelente. Aliás, sempre fomos muito bem recebidos em São Francisco Xavier.

Susana ajudando na palestra do Éverton...

Susana ajudando na palestra do Éverton...

Mas, desta vez, mais que o carinho de sempre, ficamos bem felizes que muitos dali tenham decidido se juntar à Ação Eco Socialista e reforçar a luta de todos que buscam mudar o mundo prá valer.

É uma luta de todos que querem uma sociedade justa e fraterna, onde os recursos naturais estejam ao alcance de todos, livremente, sem que a gente tenha que pagar. E com a certeza que durarão para sempre, pois não haverá “expansão capitalista” sobre eles. 

A Ação Eco Socialista é só uma parte dessa luta mundial, que vai crescendo todo dia, inclusive agora, com o reforço da galera de São Francisco Xavier.

Beleza!

Valeu, pessoal!

Valeu, pessoal!

1º de maio ecológico, popular e classista

04/05/2009

No Dia Internacional do Trabalhador, a AES participou do ato da Conlutas em São José dos Campos

E não poderia ser diferente.

A gente não se cansa de dizer que é muito mais fácil encontrar nossos militantes em portas de fábrica, lutando, por exemplo, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, que participando de caminhadas na beira do rio, abraçando árvore ou batendo palminha na selva.

Estamos juntos com todos os que querem derrubar o capitalismo, nosso inimigo comum. A luta é a mesma e, por isso, não poderíamos deixar de participar do ato em São José.

Concentração para o ato - Foto: Marcelo Rezende

Concentração para o ato - Foto: Marcelo Rezende

Organização de lutadores

Esse foi o primeiro ato público em que a AES participou oficialmente como movimento da Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas. A gente se juntou à Conlutas há mais ou menos um ano e até estivemos no I Congresso da entidade, em Betim -MG, em julho de 2008, com dois delegados. Mas esta foi a primeira vez que tivemos a honra de subir em cima do caminhão de som e dar nosso recado.

Decidimos nos juntar à Conlutas, porque é uma organização que não inclui apenas direções de sindicatos. Engloba também oposições sindicais e movimentos populares, como os de sem-terra, sem-teto e os ecológicos como o nosso. Reúne, portanto, todos aqueles que querem lutar por um mundo melhor.

Fortalecimento mútuo

Pessoal do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC dando apoio à Dona Dita

Pessoal do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC dando apoio à Dona Dita, de São Luiz do Paraitinga - Foto: Jéssica

Fica muito mais fácil enfrentar o sistema quando os diversos movimentos se unem e um apoia a luta do outro.

Na prática, isso fica também muito interessante.

Nesse 1º de maio, por exemplo, enquanto a gente, da AES, engrossava a campanha pela reestatização da Embraer, colhia assinaturas em favor da Dona Dita, de São Luiz do Paraitinga, para ajudá-la na ação que ela move contra a VCP e Monsanto.

Angélica, da AES, explica ao trabalhador o problema da monocultura do eucalipto e a luta do pessoal de São Luiz do Paraitinga - Foto: Jéssica

Angélica, da AES, explica ao trabalhador o problema da monocultura do eucalipto e a luta do pessoal de São Luiz do Paraitinga - Foto: Jéssica

Com isso, os metalúrgicos e os químicos de São José dos Campos,  o pessoal das indústrias da alimentação de Jacareí, os papeleiros aposentados, os professores da Oposição Alternativa da APEOESP,  os funcionários públicos da Oposição dos Servidores Municipais de SJC e os sem-teto da Ocupação do Pinheirinho, entre outros trabalhadores, não só tomaram conhecimento como passaram a apoiar a luta contra a monocultura do eucalipto.

Suzana faz o mesmo - Foto: Jéssica

Susana faz o mesmo - Foto: Jéssica

O apoio foi gigante! - Fotos e montagem: Marcelo Rezende

O apoio foi gigante! - Fotos e montagem: Marcelo Rezende

Nossos movimentos

Além de São Luiz do Paraitinga, pedimos uma força também para o pessoal do Jardim Nova Esperança, no Banhado, que esteve presente.

Sentimos falta da galera de São Francisco Xavier, que também sofre com a agressão a seus recursos naturais, provocada pelo corte de madeira na serra, mas não pode mandar nenhum representante. Uma pena.

De qualquer forma, eles sabem que podem contar com a gente e com todos os trabalhadores de todos os movimentos da Conlutas.

Flagrantes

Jéssica (AES), Nícia (PSTU), Soninha (Oposição dos Servidores SJC) e Clara (AES) - Foto: Denis

Jéssica (AES), Nícia (PSTU), Soninha (Oposição dos Servidores SJC) e Clara (AES) - Foto: Denis

Em cima, a partir da esq: Denis (AES), Renato (Jd. Nova Esperança - Banhado), Gláucia (Oposição Alternativa APEOESP), Angélica (AES) e Denis Dias (Estudantes Secundaristas); Abaixo; Clara (AES) e Douglas (AES) - Foto: Marcelo Rezende

Em cima, a partir da esq: Denis (AES), Renato (Jd. Nova Esperança - Banhado), Gláucia (Oposição Alternativa APEOESP), Angélica (AES) e Denis Dias (Estudantes Secundaristas); Abaixo; Clara (AES) e Douglas (AES) - Foto: Marcelo Rezende

Donizetti (Conlutas), no caminhão - Foto: Marcelo Rezende

Donizetti (Conlutas), no caminhão - Foto: Marcelo Rezende

Todo mundo ligado nas falas - Foto: Marcelo Rezende

Todo mundo ligado nas falas - Foto: Marcelo Rezende