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Catástrofes ambientais e o projeto “HAARP”

20/02/2011

* Gisele C. Costa

No ano de 1993, o governo estadunidense ativou o projeto High Frequency Active Auroral Research Program – H.A.A.R. P (em português, Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência). Esse projeto trata-se oficialmente de investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha e a Universidade do Alaska. Segundo o governo norte-americano, o propósito desse projeto é “entender, simular e controlar os processos ionosférico que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância”.

O H.A.A.R. P possui semelhanças com diversos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, como os projetos europeus SURA (Rússia) e EISCAT (Noruega). Existem várias denúncias de que o projeto H.A.A.R. P é uma arma dos EUA desenvolvida para controlar o clima, provocando catástrofes ambientais sem precedentes, o que o tornaria uma arma militar não convencional.

Essas denúncias surgem dos mais diversos espaços. Em 1999, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução na qual afirma que o Projeto H.A.A.R. P manipula o meio ambiente com fins bélicos, contestando uma avaliação do projeto por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA), o órgão da União Européia responsável por estudo e avaliação de novas tecnologias. Em 2002, foi a vez do Parlamento Russo acusar os EUA de utilizar o H.A.A.R. P com finalidades militares. Os parlamentares russos apresentaram ao presidente Vladimir Putin um relatório assinado por 90 deputados dos comitês de Relações Internacionais e de Defesa, onde alegam que o Projeto HAARP é uma nova “arma geofísica”, capaz de manipular a baixa atmosfera terrestre.

No meio acadêmico, o renomeado professor de Economia da Universidade de Ottawa e pesquisador do Centro de Estudos de Áreas em Desenvolvimento da Universidade McGill de Montreal, Michel Chossudovsky no seu artigo intitulado The Ultimate Weapon of Mass Destruction: “Owning the Weather” for Military Use (A arma de destruição em massa: “Possuir o tempo” para uso militar) também afirma que o projeto H.A.A.R. P está para além de simples investigação ionosférica e que ele pode proporcionar bloqueio militar contra possíveis ataques do “Eixo do Mal”, como também pode causar conseqüências gravíssimas como: abalos sísmicos, megatsunamis, tormentas, atividades vulcânicas, entre outros.

Vale a pena conferir o documentário do History Channel sobre Armas Climáticas:

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Gisele C. Costa é graduanda em pedagogia na Universidade Estadual Paulista “Julio Mesquita Filho”  campus Bauru e militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU.

A culpa é da natureza?

01/02/2011

*Angélica Felipe de Paula

O ano de 2011 iniciou com a maior catástrofe natural da história do Brasil. A região serrana do estado do Rio de Janeiro contabilizou até agora 845 mortes.

Após o desastre, o que ouvimos falar é sobre a “fúria da natureza”, porém até agora os verdadeiros responsáveis por estas mortes não foram citados.

Senti a necessidade de escrever este texto mesmo depois de passada toda a desgraça, porque todo ano é a mesma coisa.

Assistimos estas cenas de destruição e nada é feito. O mais triste e revoltante é saber que tais mortes poderiam ter sido evitadas. Por exemplo, na região serrana, mais devastada do Rio de Janeiro, predomina o clima tropical semi-úmido, com chuvas fortes no verão.

Apesar disso, os governantes destinaram menos recursos para a prevenção dos desastres, e as vítimas ficaram sem apoio mesmo após as chuvas. Vimos muitos voluntários socorrendo pessoas, como medida desesperada de conter todo o caos.

Mas não foi somente no Rio de Janeiro, o Brasil todo sofre com esse problema. São Paulo e Minas Gerais também tiveram as consequências das chuvas. Além dos desabrigados, 34 pessoas morreram.

No entanto, desde 2007 o Estado de São Paulo nada investiu em estudos para prevenção de enchentes, segundo dados da Assembléia Legislativa. O PSDB, de Serra e Alckmin, pagou 7,8 bilhões em juros aos banqueiros, isso sem falar da prefeitura de São Paulo, administrada por Gilberto Kassab, do DEM.

O problema se alastra pelo país. Em 2010 o governo do PT usou apenas 40% dos recursos para prevenção das enchentes no Brasil.

O Vale do Paraíba é reflexo de toda essa corrupção e descaso. Ano passado ocorreu uma das mais tristes cenas da “fúria das águas” que devastou a cidade de São Luis do Paraitinga, levando até mesmo construções históricas.

Este ano foi a vez de São José dos Campos chorar a morte de 5 pessoas, por causa das “economias” do prefeito empreendedor.

Houve um grave deslizamento no bairro do Rio Comprido, e destas cinco pessoas mortas, duas eram crianças. A situação do bairro é de pura miséria, e assim como no Rio de Janeiro, a Prefeitura da Cidade também sabia do risco, mas Eduardo Cury do PSDB preferiu “economizar” deixando de investir apenas R$ 124 mil, causando toda essa tragédia.

Em 2008 foi feito um estudo de risco no bairro Rio Comprido, pela própria Prefeitura. O resultado apontava a necessidade de obras de revegetação e construção de canaletas para reduzir o risco de deslizamento. O que custaria somente R$ 124 mil. Pode até parecer muito, mas o governo do PSDB destinou R$ 300 mil para o Carnaval deste ano.

O Ministério Público agora investiga o caso e deve responsabilizar a gestão atual por essas mortes e por este cenário de destruição.

Além da falta de investimentos e da falta de planejamento urbano, deputados de base ruralista insistem em transfigurar a legislação florestal prejudicando as Áreas de Preservação Permanente (APP). Essas áreas tem a função de proteger margens de rios, encostas e topos de morros, o que garante a estabilidade geológica e a proteção do solo. Se esta decisão for tomada em Brasília, algumas faixas de APP serão reduzidas até pela metade. Exemplo. A proteção de rios com larguras de até cinco metros passariam dos atuais 30 metros para 15. Topos de morro, montes, montanhas, serras e áreas de várzea também ficariam liberadas.

Portanto, episódios como estes que temos acompanhado todo início de ano, tendem a piorar se nada de concreto for feito. Depois mais uma vez teremos que ouvir que a natureza e seus fenômenos são responsáveis por esta destruição. 

O ano de 2011 iniciou com a maior catástrofe natural da história do Brasil. A região serrana do estado do Rio de Janeiro contabilizou até agora 845 mortes.

Após o desastre, o que ouvimos falar é sobre a “fúria da natureza”, porém até agora os verdadeiros responsáveis por estas mortes não foram citados.

Senti a necessidade de escrever este texto mesmo depois de passada toda a desgraça, porque todo ano é a mesma coisa.

Assistimos estas cenas de destruição e nada é feito. O mais triste e revoltante é saber que tais mortes poderiam ter sido evitadas. Por exemplo, na região serrana, mais devastada do Rio de Janeiro, predomina o clima tropical semi-úmido, com chuvas fortes no verão.

Apesar disso, os governantes destinaram menos recursos para a prevenção dos desastres, e as vítimas ficaram sem apoio mesmo após as chuvas. Vimos muitos voluntários socorrendo pessoas, como medida desesperada de conter todo o caos.

 Mas não foi somente no Rio de Janeiro, o Brasil todo sofre com esse problema. São Paulo e Minas Gerais também tiveram as consequências das chuvas. Além dos desabrigados, 34 pessoas morreram.

No entanto, desde 2007 o Estado de São Paulo nada investiu em estudos para prevenção de enchentes, segundo dados da Assembléia Legislativa. O PSDB, de Serra e Alckmin, pagou 7,8 bilhões em juros aos banqueiros, isso sem falar da prefeitura de São Paulo, administrada por Gilberto Kassab, do DEM.

O problema se alastra pelo país. Em 2010 o governo do PT usou apenas 40% dos recursos para prevenção das enchentes no Brasil.

O Vale do Paraíba é reflexo de toda essa corrupção e descaso. Ano passado ocorreu uma das mais tristes cenas da “fúria das águas” que devastou a cidade de São Luis do Paraitinga, levando até mesmo construções históricas.

Este ano foi a vez de São José dos Campos chorar a morte de 5 pessoas, por causa das “economias” do prefeito empreendedor.

Houve um grave deslizamento no bairro do Rio Comprido, e destas cinco pessoas mortas, duas eram crianças. A situação do bairro é de pura miséria, e assim como no Rio de Janeiro, a Prefeitura da Cidade também sabia do risco, mas Eduardo Cury do PSDB preferiu “economizar” deixando de investir apenas R$ 124 mil, causando toda essa tragédia.

 

Em 2008 foi feito um estudo de risco no bairro Rio Comprido, pela própria Prefeitura. O resultado apontava a necessidade de obras de revegetação e construção de canaletas para reduzir o risco de deslizamento. O que custaria somente R$ 124 mil. Pode até parecer muito, mas o governo do PSDB destinou R$ 300 mil para o Carnaval deste ano.

O Ministério Público agora investiga o caso e deve responsabilizar a gestão atual por essas mortes e por este cenário de destruição.

Além da falta de investimentos e da falta de planejamento urbano, deputados de base ruralista insistem em transfigurar a legislação florestal prejudicando as Áreas de Preservação Permanente (APP). Essas áreas tem a função de proteger margens de rios, encostas e topos de morros, o que garante a estabilidade geológica e a proteção do solo. Se esta decisão for tomada em Brasília, algumas faixas de APP serão reduzidas até pela metade. Exemplo. A proteção de rios com larguras de até cinco metros passariam dos atuais 30 metros para 15. Topos de morro, montes, montanhas, serras e áreas de várzea também ficariam liberadas.

Portanto, episódios como estes que temos acompanhado todo início de ano, tendem a piorar se nada de concreto for feito. Depois mais uma vez teremos que ouvir que a natureza e seus fenômenos são responsáveis por esta destruição.

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 Angélica Felipe de Paula é jornalista, moradora de São José dos Campos – SP e militante da Ação Eco Socialista