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O lucro acima da vida

29/06/2010

Documentário traz a história da contaminação em Paulínia/SP e foi produzido pelo COT, ATESQ e Sindicato Químicos Unificados.

O filme, intitulado “Caso Shell/Basf: O Lucro Acima da Vida”, conta a história do crime de contaminação ambiental e humana cometido pelas duas multinacionais na planta industrial situada no bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia-SP. 

O trabalho foi premiado na 5ª Mostra Cine/Trabalho na Unesp/Bauru, em maio de 2010 e é uma produção do COT (Centro Organizativo dos Trabalhadores), ATESQ (Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas) e do Sindicato Químicos Unificados.

Parte 1: Apresentação da história e a localização geográfica da contaminação, contada por ex-trabalhadores das duas multinacionais (hoje integrantes da Atesq) e pelo advogado que os defende, e por moradores do bairro Recanto dos Pássaros, vizinho à planta industrial em Paulínia-SP:

Parte 2: Declarações do toxicologista Dr. Igor Vassilieff e da procuradora do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região – Campinas, Dra. Márcia Kamei López Aliaga; mais ex-trabalhadores e moradores vizinhos que contam como eram manipulados os produtos químicos contaminantes:

Parte 3: Ex-trabalhadores e ex-vizinhos da planta industrial depõem sobre as doenças que adquiriram e sobre a morte de companheiros de trabalho na Shell/Basf:

Parte 4: As lutas e as mobilizações políticas dos ex-trabalhadores, do Unificados e dos ex-vizinhos e as ações jurídicas em busca de reparação pela contaminação a que foram expostos e pela responsabilização das duas multinacionais pelo crime de contaminação ambiental e humana que cometeram:

Parte 5: Os avanços, conquistas, o longo caminho ainda a trilhar e um chamamento à sociedade para que assuma a responsabilidade, que é de todos, em na luta pela defesa do meio ambiente, por uma produção limpa e pela vida acima do lucro:

Para saber mais, visite o site do Sindicato Químicos Unificados.

Dia Mundial do Meio Ambiente

08/06/2010

Apesar do lema em 2010, as Nações Unidas não tem feito muito pelo meio ambiente nos últimos 40 anos.

Desde 1973, celebra-se em 5 de junho o Dia Mundial do Meio Ambiente. O lema da ONU para este ano é “Muitas Espécies. Um Planeta. Um Futuro”. Em sua página, aparece um monte de gente famosa segurando garrafas recicláveis, sacolas de tecido, bicicletas e lâmpadas econômicas.

Dá uma olhada:

Essas boas intenções, contudo, não afrontam o problema de fundo da proteção da natureza, que é o modelo de produção e consumo do sistema capitalista. Isso demonstra a submissão da ONU às grandes corporações transnacionais.

Outra amostra dessa subserviência são as negociações sobre as mudanças climáticas, que, em lugar de enfrentar a raiz do problema, a queima de combustíveis fósseis, vai por as soluções nas mãos do mercado.

As Nações Unidas também deveriam se manifestar publicamente sobre o derramamento no Golfo do México, que despejou 80 milhões de litros de petróleo (cerca de 500.000 barris) naquelas águas. Esse silêncio mostra mais uma vez sua cumplicidade com os interesses empresariais, que buscam apenas satisfazer a própria voracidade por recursos naturais que sustentam a atividade industrial.

Ao invés disso, as campanhas internacionais das Nações Unidas deveriam ser direcionadas para as lutas populares em defesa do meio ambiente, como, por exemplo, pela água. Desde a Guerra da Água, na Bolívia em 1999, as lutas pela água no mundo todo tem manifestado um grande potencial político e visionário. O dia 5 de junho, portanto, deve ser um momento para ressaltar a resistência popular frente aos interesses de sua privatização e consequente violação do direito humano à água.

Onde estávamos no último dia 5 de junho

Nada contra as atividades promovidas pela passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente. Militantes nossos estiveram em várias delas aqui e ali, porém sempre ressaltando que a conscientização e a luta ambiental não param nisso. Há muito mais a se fazer, até a destruição do capitalismo e sua superprodução predatória. 

Por isso, nosso foco principal nesse dia foi participar da construção de uma grande ferramenta contra esse sistema, junto com os diversos segmentos de luta da classe trabalhadora, em Santos-SP.

Depois de dois dias de debates intensos entre mais de 3.000 delegados de sindicatos, oposições sindicais e movimentos populares, da juventude e de opressões vindos de todos os cantos do país, além de convidados e observadores de vários países, nasceu a “Conlutas Intersindical – Central Sindical e Popular”.

Acreditamos que nossa modesta participação nesse processo fez muito mais pela natureza que qualquer passeio ecológico, visita a viveiros, exposições, ruas de lazer e oficinas recreativas.