Archive for janeiro \23\UTC 2010

Vítimas da Vale do Rio Doce

23/01/2010

Recebemos o convite da nossa companheira Fernanda Oliveira, de Belo Horizonte-MG, para o I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, que será no Rio de janeiro, de 12 a 15 de abril.

A Ação Eco Socialista não só apoia como também faz questão de assinar a convocação, a qual, a partir de hoje, está integralmente publicada entre as nossas páginas fixas. Clique aqui para acessá-la e aproveite para saber mais sobre a  empresa, sua privatização e os efeitos nefastos que vem provocando no meio ambiente e nas pessoas pelo mundo afora.

Tudo sobre São Luiz do Paraitinga

16/01/2010

Sugerimos acompanhar os detalhes da luta diária da população para reconstruir a cidade através do “Papo de Casarão“, que, a partir de hoje, faz parte da nossa lista de links (blogroll) , na coluna da direita, abaixo.

“Aprender a contestar os idiotas”

11/01/2010

Assim terminou a entrevista do Professor Aziz Ab’saber sobre a tragédia em São Luiz do Paraitinga. Sábio conselho!

Além de profundo respeito e admiração, temos com ele uma relação um pouco mais estreita. O Prof. Aziz foi o orientador da tese de mestrado do nosso saudoso companheiro Ricardo Ferraz, falecido em maio de 2.008, um dos co-fundadores da Ação Eco Socialista e através de quem os conhecimentos científicos de ambos foram passados aos militantes mais jovens.

Ele também  apoiou e foi pessoalmente defender o projeto de lei de iniciativa popular que impedia novos plantios de eucalipto em sua terra natal, São Luiz do Paraitinga.

Além da incontestável sabedoria, o Professor também é conhecido por suas críticas contundentes ao sistema capitalista. Tanto que, no início de 2009, esteve presente em uma palestra sobre meio ambiente para os calouros da USP, da qual tivemos o privilégio de participar.

Da esq. p/ dir: Prof. Aziz (USP), Denis (AES) e Camilo (DCE USP)

Da esq. p/ dir: Prof. Aziz (USP), Denis (AES) e Camilo (DCE USP)

Nosso representante naquela ocasião, o Denis, de São José dos Campos, disse no final que era uma honra para o nosso movimento não só participar daquela atividade, mas, principalmente, “ficar do mesmo lado da mesa que o Prof. Aziz”.

Enfim, essa introdução serve para informar que o cara sabe o que está dizendo. Não tenha dúvida a esse respeito! Sugerimos saber mais sobre o professor!

Tragédia em São Luiz do Paraitinga

Assim como em acidentes aéreos, após a enchente que praticamente destruiu a cidade, apareceram os sábios de plantão. Todos culpando uma coisa ou outra, mas sem nenhum critério ou embasamento científico.

Até que o “Estadão” teve a brilhante idéia de ir perguntar a quem entende.

A entrevista

Reproduzimos aqui e vale a pena ler. Note que, mesmo sem que a jornalista tenha tocado no assunto, ele critica a presença do eucalipto na região. E também Marina Silva e etc.:

São Luiz do Paraitinga perdeu ¼ dos imóveis tombados. Foi um dos maiores desastres culturais do País. Como o senhor reagiu a isso?

É compreensível que, tendo nascido lá, eu sinta uma tristeza imensa com essa destruição. Houve, no passado, uma tragédia semelhante. Quando eu era menino, com 4, 5 anos, meus parentes comentavam: “A cidade foi inundada até a beira do mercadão”. A casa dos meus pais ficava numa esquina em frente do mercado e o fundo dela era o rio, que volteava tudo. Mas, na época, São Luiz tinha um crescimento populacional mais razoável. Lembro que a margem de ataque do rio, à beira d’água, era uma estradinha tangenciando o morro para poder chegar ao caminho de Ubatuba. Andei muito do outro lado do rio, onde ia coletar pitangas gostosas na borda da mata. Hoje, além das pousadas, há os eucaliptais, que são uma presença extremamente perigosa no entorno de São Luiz. Os eucaliptólogos descobriram os morros da cidade, plantaram num nível de até 15, 20 quilômetros de São Luiz para oeste. Isso mudou todo o esquema.

 Como assim?

Os eucaliptos oferecem vantagens econômicas para os donos de empresas, mas, com eles, há o sugamento da água subterrânea. Na estrada de Tamoios, próximo da represa do Paraibuna, a formação de bosques de eucaliptos é ainda maior. Os eucaliptólogos se reúnem sempre lá para fazer seus projetos. Ocorre que os prefeitos são incautos. Dando um pouco mais de impostos e de dinheiro para a prefeitura, eles deixam acontecer.

Que características tem a cidade para já ter sofrido inundação no passado?

Toda aquela região da Praça da Matriz, que é a região da Rua das Tropas e a região do mercado, tudo aquilo é envolvido por um meandro. Meandro é uma volta do rio às vezes muito alongada, às vezes mais estreita. Todo meandro tem um lóbulo interno, a várzea. Do outro lado, sobretudo em áreas de morros, ficam os declives. Bom, tudo isso se modificou muito. Antigamente, o povo chamava o período de maior cheia do rio, embora não catastrófica, de tromba d’água. As duas expressões mais bonitas de São Luiz eram rio acima e rio abaixo. Vinham de rio acima grandes aguadas, mas elas raramente subiam até o lóbulo e, portanto, até a praça. Desta vez, as grandes chuvas desceram os patamares de morros e chegaram aos terraços. Houve deslizamentos de blocos de terra, árvores, pedaços de rocha. Foi uma tragédia total.

Técnicos atribuem a desgraça também ao excesso de chuvas. Está mesmo caindo mais água do céu?

Este é um período anômalo, de grandes interferências na climatologia da América do Sul, provocadas por um aquecimento relacionado ao El Niño. Primeiro foi no nordeste de Santa Catarina, depois no Rio e no Espírito Santo, depois em São Paulo, depois em Minas, depois no sul de Mato Grosso. A coisa foi se ampliando por espaços do tropical atlântico e por outras áreas do planalto brasileiro. Na época da enchente catarinense, fiz uma listagem da periodicidade climática de exemplos bastante prejudiciais para cidades e campos. Esse trabalho está publicado na revista do Instituto de Estudos Avançados de dezembro e mostra que, de 12 em 12, ou de 13 em 13, ou de 26 em 26 anos, desde 1924 até dezembro de 2008 e dependendo do lugar, houve essa periodicidade. Cheguei à conclusão de que é preciso muito cuidado nos próximos 12 anos em Blumenau e fazer obras de retenção na área de extravasamento do rio no sítio urbano. Caso contrário, quando esse ciclo atormentado da climatologia se repetir, será reanunciada a desgraça.

Mas o senhor previu que Paraitinga também poderia sucumbir?

Quando passei a visitar de novo o município para conhecer melhor minha terrinha, não senti a possibilidade de invasão de águas no lóbulo interno pegando a Praça da Matriz. Não senti. Não achei que isso ia acontecer. Tanto que insisti muito em trazer a biblioteca de ciências, que estava na ex-casa de Osvaldo Cruz, para um lugar mais baixo e frequentado por crianças. A Praça da Matriz seria o lugar ideal. Transpuseram os livros, montaram uma bibliotecazinha ali. Os empresários, aliás, em vez de se preocupar com a cidade, resolveram fazer uma dádiva apenas para mostrar colaboração. Criaram a biblioteca infantil e mandaram comprar livros que não tinham nada de relação com a educação infantil. Eu fiquei furioso com isso. Continuei levando muitos livros para lá, auxiliado por uma pessoa que fez história na USP. Foi a minha tarefa. Mas a gente não sabia que ia chegar o dia dos 13 em 13 e dos 26 em 26. Passei a me preocupar com isso depois que estudei o quadro na região de Blumenau. Já estava escrito.

Também já estavam escritas as mortes em Angra?

Lá foi invasão em áreas de risco, pousadas sucessivas nas encostas. Morro é sempre complicado. Como os prefeitos deixam isso acontecer sabendo que embaixo dos morros tropicais tem solo vermelho fofo, de forma que casas bem construídas ou mal construídas podem, durante esses ciclos de climatologia anômala, descer pelas encostas, matar as pessoas, derruir as cidades? O principal derruimento, minha filha, é a ignorância das pessoas. Ao saber que o governo do Estado do Rio havia liberado áreas de risco e de proteção ambiental para a expansão das cidades, fiquei desesperado. É preciso ter menos ignorância, mais planejadores, mais equipes interdisciplinares capazes de observar o sítio urbano, a região do rio acima, a região do morro, a do lóbulo interno dos meandros. A moça que trabalha aqui comigo em Ubatuba me dizia que, por morar em bairro afastado, não tem escola para os filhos. Começa por não ter escola, começa por não conhecer a história da cidade, tampouco o clima da região.

Que história se perdeu sob as águas do Rio Paraitinga?

A história de uma cidade que enriqueceu durante o ciclo do café e decaiu com a estrada de ferro. Durante o ciclo, a única maneira de exportar o café era saindo de Taubaté e passando pela região onde hoje está São Luiz. Ali se formou uma rua alongada, com as casas à direita e à esquerda, a Rua das Tropas. Pois bem, algumas pessoas dos arredores de São Luiz também tiveram ali fazendas de café. Houve uma época, inclusive, em que empreendedores de origem francesa tentaram fazer uma indústria de tecidos no caminho que vai de São Luiz a Ubatuba, por isso muitos nomes da cidade têm origem híbrida, portuguesa e francesa. Mas foi um investimento fracassado.

E como surgiram os casarões?

Os fazendeiros de café ficaram tão encantados com a exportação do produto pela estrada que tiveram, a partir de 1850, a ideia de construir casarões para morar na cidade. E toda roça é muito triste à noite, sobretudo aquelas com riachos cortando os morros. Enquanto na roça permaneceram os capatazes, na cidade os fazendeiros receberam imigrantes de várias partes, especialmente de Portugal, que tinham tradição e capacidade de construir casarões de pau a pique e taipa. Não é uma coisa que resista a todos os tempos, sobretudo quando há enchentes dramáticas. Bom, filha, essas pessoas receberam uma tragédia socioeconômica em torno de 1900, quando se estabeleceu a Estrada de Ferro Central do Brasil. Todo o café, do vale inteiro, passou a sair pela estrada por Taubaté, São José dos Campos e Lorena em direção ao Brás e, de lá, pela Estrada Santos-Jundiaí. Mudou-se o eixo da exportação. O problema era sério e grave. Algumas famílias de fazendeiros foram fenecendo. Pessoas de Minas Gerais, que sabiam guardar seu dinheirinho, vieram para São Luiz e compraram terras para fazer o que sabiam fazer: criar gado leiteiro. Disso viveram por muitos anos. Quanto aos casarões, muitos foram transformados em hotéis.

O senhor acredita que Paraitinga voltará a ser polo turístico?

A USP, universidade em que nasci como pessoa cultural, vai fazer um grupo de trabalho para compreender a cidade em todos os níveis. Disseram que queriam colocar o meu nome em primeiro lugar na equipe. Pedi que não me constrangessem. Eu já estou muito constrangido com mil coisas, estou desesperado com os péssimos políticos que o Brasil tem.

O senhor disse certa vez que o governo não tinha noção de escala. Continua achando o mesmo?

Em projetos médios e maiores, continua sem noção. E quem não tem essa noção dirige mal o seu país. No caso do presidente da República, sempre insisti com ele: “Você, que sabe fazer discurso, fale nas suas prédicas que vai pensar no nacional, no regional e no setorial”. O nacional é a Constituição, são as reformas especiais que precisam acontecer de tempos em tempos. Regional é o conhecimento do Brasil como um todo: as terras baixas da Amazônia, os afluentes do Amazonas, o Golfão Marajoara, as colinas recobertas por caatingas entre as chapadas do Nordeste, entrando um pouquinho pelo Piauí e muito pelo Rio Grande do Norte, com raros solos vermelhos, bons quando a topografia é suave. Esses locais foram muito úteis para o Ceará, mais úteis que alguns políticos que existem lá. O setorial pressupõe pensar em educação, saúde pública, transportes, comunicação livre, setor socioeconômico e setor sociocultural.

Há quem atribua essas tormentas climáticas dos últimos meses ao aquecimento global. Há alguma verdade nisso?

Isso é bobagem. O ciclo deste ano é um ciclo periódico complicado. Essas pessoas que falam em aquecimento global erraram tanto até hoje… Diziam, por exemplo, que o aquecimento iria derruir a mata amazônica. Outro publicou num jornal de São Paulo que, por causa do aquecimento global, a mata atlântica de Santa Catarina até o Rio Grande do Sul seria destruída. Ele não sabia que essa mata só está na costa. Agora, é verdade que, somando os aquecimentos das áreas industriais e das áreas urbanas, dá um aquecimento contínuo. Daí em Copenhague terem defendido o combate a ele.

O senhor achava que a COP-15 teria outro desfecho?

Eu sabia que seria um insucesso. Quero um bem imenso à Dinamarca, tenho razões culturais para isso, mas note bem: quando vi que o Lula ia indicar um grande número de pessoas, foram mais de 740, eu disse: como é que em Copenhague, cidade relativamente pequena, tradicional, como é que vai haver uma reunião em que mais de 740 pessoas possam fazer debates? Ia dar numa coisa zero.

Foi um insucesso por causa da grande comitiva brasileira?

Foi por causa de tudo, mas o Brasil viajou para lá exuberante. Levaram a Dilma. A Dilma nunca entendeu de meio ambiente. Não tem culpa. Ela tem outro passado, daí ter sido colocada inicialmente no Ministério de Minas e Energia.

E o que o senhor acha de Marina Silva como candidata, ela que sempre esteve ligada à preservação ambiental?

Ela não conhece o Brasil. É uma mulher do Acre, uma pessoa que acredita no criacionismo. Ela é ela, e acabou. Tudo o que sabe é que existiram aquelas fantásticas atitudes de Chico Mendes.

Quem entende de meio ambiente no governo, professor?

No governo, apenas os técnicos mais jovens do Ibama, com o auxílio de promotores públicos também jovens, saídos das boas universidades brasileiras. São eles que me dão entusiasmo, são eles que me dão esperança. Mas o Ibama está gradeado pelo governo federal, o que é um absurdo. Isso vai redundar, no futuro, em muita coisa contra a biografia de todos eles, sejam governantes federais, estaduais ou municipais. Digo e repito: nós no Brasil precisamos aprender a contestar os idiotas.

Solidariedade a São Luiz do Paraitinga

04/01/2010

Cidade histórica e símbolo da luta ambiental é destruída por enchente na virada do ano.

São Luiz do Paraitinga é um dos lugares mais agradáveis para se estar. O alto-astral é contagiante, sempre tem uma festa, um conjunto musical ou um grupo de teatro se apresentando em praça pública durante o ano todo. Foi dali que surgiu o “Dia do Saci”, um resgate do folclore nacional diante da ameaça do “Dia das Bruxas”.

Foi a primeira cidade do país a ter esse “dia oficial” (31/10), por uma lei de autoria do então vereador Marcelo Toledo, nosso amigo e companheiro de longa data.

Nesse clima, tem um dos melhores e mais concorridos carnavais do Brasil, com seu inigualável concurso de marchinhas, que começa meses antes. Tudo de forma espontânea, nas ruas mesmo.

Fora isso, a população é extremamente organizada e mobilizada na luta ambiental e tem imposto derrotas memoráveis às empresas que exploram a monocultura do eucalipto no lado paulista do Vale do Paraíba.

Talvez por isso, por ter uma população valente e que não pensa de forma individualista, o desastre não foi maior.

Virada do ano

Nossos companheiros de AES, Clara, Gláucia, Denis e Paulo Gustavo, estavam lá.

Como sempre, a noite de ano novo estava ótima, apesar da chuva. Assim que terminou a missa na igreja matriz, começou a festa.

Assim estava a Praça Oswaldo Cruz logo após a meia-noite:

Pouco antes das 2:00 da manhã, a Clara, o Denis e a Gláucia foram embora e, na saída, registraram o início do que viria a ser, em poucas horas, uma tragédia sem precedentes. O Rio Paraitinga, que cruza a cidade, começava a vazar:

Naquele momento, não dava para imaginar o que viria depois:

Foto: TV Vanguarda

Foto: TV Vanguarda

Foto: TV Vanguarda

Foto: TV Vanguarda

Foto: Estadão

Foto: Estadão

A maioria dos prédios históricos, tombados pelo estado, incluindo a igreja matriz São Luiz de Tolosa, do século XIX, ruiu:

Salvamento solidário

A enchente fechou todos os acessos  e todos os sistemas de comunicação caíram. A Rodovia Oswaldo Cruz, que liga Ubatuba a Taubaté e é o único acesso a São Luiz do Paraitinga, foi interditada por causa de uma queda de barreira. A cidade então ficou ilhada e qualquer auxílio externo era impossível.

Graças à própria população e ao pessoal do “rafting”, que retirou os moradores com seus botes infláveis, a tragédia não foi maior. Os prejuízos materias já passam dos R$ 100 milhões e a destruição do patrimônio histórico é incalculável.

Até agora, há notícia de 10 mortos e um desaparecido. 

Relato

O Paulo Gustavo ficou na cidade com seus parentes e fez o seguinte relato, que também foi publicado no Blog do Luis Nassif:

O abandono de São Luiz do Paraitinga

Fui retirado de bote da casa do meu avô, na sexta-feira à tarde.

Minha tia voltou para ajudar o povo luizense. O corpo de bombeiros só chegou ontem às 9 horas da manhã, todo o resgate dos moradores foi feito pelas pessoas da cidade e usaram dos barcos de rafting para salvar as centenas de pessoas que ficaram presas nas casas.

Não houve nenhuma ajuda do Estado, caso a própria população não tivesse ajudado no salvamento das pessoas, São Luiz do Paraítinga teria centenas de mortos. Foi inacreditável a ausência do Estado na cidade. A população ajudou a tirar até os ônibus da companhia que liga taubaté, SLP e Ubatuba.

Os bombeiros fizeram papel de palhaço nesta história, neste momento, minha tia está na minha casa contando sobre a ausência dos bombeiros.

Parece que o rio já está baixando, vamos ver qual vai ser a posição do governo do estado em relação a reconstrução da cidade.

Em São Luiz, não há desabrigado pois todos tem familiares que moram na roça.

Houve também uma enchente em uma cidade vizinha chamada Natividade da Serra, parece que foi tão destruidora quanto SLP.

Causas desconhecidas

Outras localidades da região também foram afetadas. Além de Natividade da Serra, como citou o Paulo, a cidade de Cunha também foi vítima, sem falar no litoral norte de SP e sul do RJ, incluindo Paraty e Angra dos Reis.

Claro que a chuva forte e incessante causada pela “zona de baixa pressão” no Atlântico foi a grande responsável.

Mas, isso não justifica o tamanho da catástrofe em São Luiz do Paraitinga. O rio que cruza cidade subiu mais de 10 metros em poucas horas. Mesmo com chuva intensa, isso jamais ocorreu nessas proporções.

Fala-se no assoreamento do rio e nas represas próximas. Mas, por enquanto, é cedo para dizer o que, de fato, mais contribuiu para a tragédia. A gente espera saber a verdade em breve.

Solidariedade

A gente hipoteca nossa solidariedade e apoio aos nossos amigos e companheiros de São Luiz do Paraitinga, com a certeza que essa população corajosa vai vencer mais essa batalha.

E podem contar com a gente para o que for preciso.

Doações

No momento, a cidade precisa de praticamente tudo. Desde água e comida até roupas, cobertores e colchões.

Quem quiser contribuir deve levar sua doação a um dos seguintes postos de arrecadação:

Taubaté

– SESI – Av. Voluntário Benedito Sérgio, 170 (Estiva) – Tel.: (12)3633.4699 – De segunda a sexta-feira, até às 20:30;

– Plantão da delegacia da JK – Rua Juscelino Kubitschek de Oliveira, 260;

– Rua Marquês de Rabicó, 33 – Gurilândia

– Rua José Dantas, 266 – Parque Aeroporto;

– Rua Monsenhor Miguel Martins, 361 – Vila Marli;

– Rua Padre Maria Fialho, 135 – Jardim Maria Augusta;

– Batalhão da PM, na Av. Independência.

Moreira César

– 1ª Igreja Batista – Rua Salvador Piorino, 6 – Jardim Carlota – Tel.: (12)3637.2024 – Das 8:00 às 17:00.

São José dos Campos

– Comando de Policiamento do Interior I (CPI-I), da Polícia Militar.

Ubatuba

– Defesa Civil