Multa de mais de R$ 50 milhões aplicada pelo Ibama não desestimula a empresa a continuar degradando a costa brasileira.
Por causa do vazamento na bacia de Campos, o Ibama multou a Chevron em R$ 50 milhões, no final de novembro. Na última sexta-feira, dia 23 de dezembro de 2011, nova multa, desta vez de mais R$ 10 milhões, por causa do descumprimento de condições previstas no licenciamento ambiental em questões de segurança.
Ao todo, portanto, foram R$ 60 milhões, um número que, à primeira vista, pode parecer expressivo, mas que, na realidade, não representa nada.
A princípio, temos que concordar que multas não resolvem o problema da degradação ambiental. O melhor seria, naturalmente, não degradar. Ou, no pior cenário, a pena para o degradador deveria ser a recomposição – de verdade – do ambiente lesado.
Essas multas, ao contrário, incentivam a degradação em busca do lucro.
Vejamos o caso da Chevron. Essa empresa faturou em 2010 cerca de US$ 200 bilhões, de acordo com seu Relatório Financeiro.
Fazendo o câmbio pelas taxas atuais, temos que esse resultado significa em moeda nacional uns R$ 372 bilhões.
Se a Chevron ganhou R$ 372 bilhões em 2010, podemos concluir que faturou:
R$ 31 bilhões por mês;
R$ 1,03 bilhões por dia; e
R$ 43,05 milhões por hora.
Assim, só com o faturamento de pouco mais de uma hora, a Chevron pagou a multa aplicada pelo Ibama, por causa da contaminação no mar provocada pelo vazamento de óleo e pelo descumprimento das condições de segurança exigidas pelo órgão ambiental brasileiro.
Não compensa continuar degradando?
Por essas e por outras é que nossa proposta para casos como esse é a nacionalização e estatização da empresa, passando a ser controlada pelos trabalhadores, a fim de que, sem a superprodução capitalista privada, a produção se limite ao necessário e acidentes como esse de Campos sejam coisa de ficção. Além disso, por não haver a necessidade de gerar lucro aos acionistas, o custo de produção pode ser elevado sem problema algum e as operações se darão dentro de uma confortável margem de segurança.
Sem falar na mudança da matriz energética. Mas aí fica para a próxima…
Tags: bacia de campos, Chevron, ibama, multa, vazamento de óleo
26/12/2011 às 14:34 |
Grupo de apoiadores da campanha PARE TKCSA!
- Pelo direito á liberdade de expressão.
- Pelo fim imediato da poluição.
- Pela indenização e reparação dos pescadores e moradores.
- Pelo fim das isenções fiscais cedidas a empresa.
- Não à licença de operação definitiva e ao Termo de Ajustamento de Conduta.
SOMOS TODOS SANTA CRUZ!